Nossa história

“Nós somos um dos mais antigos estaleiros de construção de barcos  do mundo, a maioria familiar.” - Annette ROUX

1884

BENJAMIN BÉNÉTEAU

Benjamin, meu avô, teve um destino excepcional. Nasceu em St-Gilles em uma grande família pobre, foi adotado aos 6 anos por um dos seus tios, François Houyère. Navegador de longas viagens, suas histórias marítimas fazem Benjamin sonhar. Marinheiro mirim aos 12 anos a bordo do barco de pesca Elisa, Benjamin sonha em construir no estaleiro do pai do seu melhor amigo. No final de 1879, ele efetua seu serviço militar em Rochefort onde realizará seu sonho de ser arquiteto naval.

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É em Croix-de-Vie, perto da ponte, no cais des Greniers, que nosso avô criará em 1884 seu estaleiro, que, claro, terá o seu nome: Bénéteau. Na época, os barcos se chamavam chalupa, dundees, gazelles, todos barcos à vela, mas para esses barcos de pesca, a performance era chegar o primeiro no porto, pois o primeiro que chegava no porto vendia seu peixe ao melhor preço.

Essa procura pela performance ficará no centro das preocupações dos arquitetos e construtores, que os levarão a transcender seus limites, nunca satisfeitos e a inovar em permanência. Em 1909, a hora do motor chegou e independentemente do custo e das consequências, Benjamin criará o primeiro barco de pesca a motor da região.

Se ele não acha o cliente, não tem importância, ele será armador. Provocador, ele o chamará o “Vencedor dos Ciumentos”. Croix-de-Vie, grande porto de sardinhas, possui cerca de 10 indústrias de conservas. Para as mulheres, o barulho deste motor faz os peixes fugirem. Elas esperam Benjamin de pé firme no cais, com pedras. A polícia vem a cavalo de Sables d’Olonne e de La Roche sur Yon. Este conflito, que durara vários meses, terminará, e o segundo barco de sardinha construído a motor, nosso avô o chamará « A Paz ».

1928

NOSSOS PAIS

Depois da Primeira Guerra Mundial, o estaleiro voltará a funcionar, e em 1928, órfão de pai e mãe, André Bénéteau, o único filho de Benjamin (21), assume sua direção.

Com o falecimento de Benjamin os habitantes de St-Gilles-Croix-de-Vie consideraram que era o final do estaleiro. É verdade que nosso pai não tinha uma forte personalidade, ele era sobretudo reservado, como já foi dito de um dos nossos maiores homens do mar, mas papai tinha o talento das linhas.

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Um pescador confia nele e discretamente ele desenhará e construirá sua primeira pinaça. Este fato eu recolhi pessoalmente com as pessoas de idade quando eu era jovem. Elas me contaram que no dia da inauguração a população se apresentou em massa para participar do evento e que ela estava encantada com a elegância da pinaça. O estaleiro BENETEAU tinha renascido!

Com a Segunda Guerra Mundial alguns colegas de trabalho se foram. Papai casará com nossa mãe Georgina, nosso irmão nascerá em 1934 e depois, no final da guerra, com o retorno de alguns colegas, o estaleiro vai atravessar um período excepcional que durará até os anos 60.

Desse período, meus irmãos, irmãs e eu guardaremos lembranças maravilhosas. Certo, nossa família era modesta, os custos não eram uma paixão ou especialidade do meu pai, mas que escola de vida! Tudo começava pela escolha do carvalho na floresta, domingo. Isto permitia arejar a cabeça, las a escolha das árvores representava um momento quase religioso, suas chegadas no cais des Greniers, o descarregamento com o estresse de descobrir alburno demais nos cortes de madeira, e neste caso teria que recomeçar tudo.

Nós vivíamos todos em família: filhos, aprendizes, assalariados, clientes e eu não conheço profissão mais bela que a de construtor naquela época. E foi aí também que nós aprendemos...

Eu não posso omitir o papel que terá minha mãe nesse momento da história. Se nosso pai era considerado como um artista e respeitado como tal, a « Patroa » era nossa mãe. Ela se ocupava dos meses difíceis. Quando os operários se machucavam, eles iam ao encontro de mamãe que fazia os curativos. Ela sabia tudo e enfrentava tudo. Se o exemplo serve de aprendizado, nós não podíamos querer mais do que ter essa mãe de um metro e cinquenta e, no entanto, tão grande.

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1962-1964

ANOS DE TRANSIÇÃO

Deste período eu guardei impressões. Todos os barulhos param. Os operários assobiam mais raramente, nossos pais se calam, os clientes são mais raros, as visitas dos banqueiros são frequentes. Com o declínio da pesca nós estávamos vivendo o começo do fim desta bela profissão que é a de construtor.

André – nosso irmão mais velho – tem uma paixão: desenhar. Só que ele não tem mais nada para desenhar. Nossos pais têm ainda três filhos para criar e temos nossos dezessete colegas carpinteiros de barcos: como garantir trabalho para eles?

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1964

PRIMÓRDIOS DAS EMBARCAÇÕES DE RECREIO

Muitos disseram que era a sorte. Eu prefiro achar que é o destino. Foi quando encontrei meu marido que vi as coisas que não estavam corretas, que eu entendi a gravidade da situação. Eu não tinha ainda 22 anos, eu sou uma mulher e nos anos 60, as mulheres que fazem negócios são raras, desconhecidas, mesmo se no meio artesanal, a patroa é frequentemente a esposa.

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Esta sorte, nós devemos também ao nosso pai, que sem pensar « recreio esportivo », conhecia um novo material: o poliéster. A ideia de nosso pai era de fabricar os barcos anexos dos pescadores de sardinha em poliéster, o que ele fazia com meu irmão André desde 1963.

Foi assim que indo visitar as cooperativas marítimas para vender os barcos aos pescadores, expondo-os na bienal de Lorient, que nós fomos observados por concessionários que nos aconselharam. O barco de pesca de sardinha de 3,60m se transformará no Guppy, o de 4,30m se transformará no Fletan. E a pequena lancha em forma de tulipa de 5,90m – último barco desenhado pelo meu pai, será a Ombrine.

Na verdade, nós estávamos começando um novo segmento do mercado que vai se chamar a pesca de recreio, mas nós não sabíamos ainda.

Eu tenho que homenagear meu marido Louis-Claude, que já era presidente de empresa em Challan: não somente ele me encorajou e mais também me ajudou até o último dia da sua vida sem nunca tomar decisões no meu lugar. Louis-Claude era um construtor, nós tivemos uma cumplicidade e um prazer ilimitado em desenvolver a BENETEAU, e sem este encontro eu não escreveria essas linhas hoje.

Louis Claude Roux

Outra homenagem devo fazer ao meu irmão André. Nós tínhamos 8 anos de diferença e éramos os dois mais velhos da família e tínhamos compreendido muito cedo que éramos complementares: cada um ocupou seu posto e durante toda nossa vida o amor da empresa familiar foi a melhor proteção contra os conflitos entre egos que frequentemente criam problemas. 

Andre Roux

1965-1972

PRIMEIRA LINHA

Janeiro 1965: nosso primeiro salão náutico em Paris. O estresse estava no auge. Nenhum outro barco parece com os nossos e não sendo habituados à capital, nós tínhamos o sentimento de não estar em nosso lugar. Portanto algumas horas depois da abertura, três homens se apresentam afirmando que os barcos são os que sua clientela procura e que nenhum estaleiro quer fabricar. Um pede o Morbihan, o outro o Finistère, o terceiro a costa do Norte. Sua encomenda global representa vários meses de trabalho para nossas equipes. Depois de dois minutos de conversa com meu marido, a escolha foi feita: nós distribuiremos através de representantes o que – fora a JEANNEAU – não era feito ainda.

Durante esses 7 anos, nós vamos reestabelecer o equilíbrio das contas, subvencionar o declínio da pesca, reclassificar cada um de nossos carpinteiros, escutar nossos clientes e investir em novos produtos para atender ao desejo de comprar barcos um pouco maiores. Foi assim que nasceram, além do Guppy, o Fletan, o Capelan, o Cabochard, o Galion, o Forban, o Kerlouan, o Baroudeur e o Ombrine : uma linha completa, de 3,60 m à 5,8 m, em um segmento tipicamente francês.

Meu irmão André está na mesa de desenho, nosso pai de olho, em particular nos protótipos, os jovens crescem, a família está novamente feliz!

1972

PRIMEIROS INVESTIMENTOS

1972 será um grande ano! O equilíbrio financeiro estando reestabelecido, nós vamos investir. Primeiro nos homens mas também no nosso primeiro instrumento de produção, modesto, mas realmente concebido para uma produção semi-industrial.

Nós procuramos desenvolver os barcos de pesca de recreio: os clientes aprenderam a navegar a vela, eles querem maior, mais conforto a bordo e poder ver o mar a partir do salão.

Não há nada mais difícil do que conceber uma nova linha. Meu irmão André está nos escutando e eu o revejo após vários meses de reflexão, enquanto estávamos visitando um salão náutico na Alemanha, desenhando em uma toalha de papel do restaurante um barco inovador, e me dizer « aqui está teu barco! ». Será o Evasion 32, que será em seguida declinado em Evasion 37 , e depois Evasion 28.

Nós construiremos então um novo instrumento de produção em Commequiers, especialmente para fabricar o que pensávamos na época ser os maiores tamanhos que o mercado do recreio procuraria em série.

Paralelamente para os barcos a motor, o Ombrine se transformará na linha Antarès, desenhada por André, cuja grande paixão era a pesca no mar.

No plano familiar, nosso irmão mais novo, Yvon, que toda sua vida será um apaixonado pela produção e vai virar um de nossos melhores especialistas.

1976

ANO DECISIVO

Nesta época, BENETEAU possui uma parte do mercado considerável no segmento da pesca de recreio, milhares de clientes navegam, mais alguns nos deixam pois querem ir mais rápido. François, grande competidor de regatas, sonha em produzir um barco de performance. André quer desenhá-lo, mas nós sabemos que neste setor existem arquitetos que têm um outra experiência. Como convencer que pela primeira vez, um barco BENETEAU possa ser desenhado por um arquiteto que não faça parte da BENETEAU? A sorte está do nosso lado: os moldes do barco “L’impensable”, barco desenhado para ganhar a Half Ton Cup e que honrou suas promessas, nos foram propostos.

Com André Mauric, nós vamos refazer o plano de vela, a quilha, as acomodações interiores, a forma do convés superior. Nós vamos chamá-lo First. Essa virada era inesperada. Nós apresentamos o First no Salão Náutico de Paris e foi uma revelação: ele vai virar uma série mística. É ele que vai abrir as portas da exportação.

Este sucesso fantástico nos levará a construir numerosos novos instrumentos de produção, todos concebidos pelo escritório de design Béri criado então e dirigido pelo meu marido e que vai virar nossa Holding  familiar mais tarde.

1980

A ASCENÇÃO

A equipe motonáutica do estaleiro confiará a Christ Van Der Velden a missão de criar um catamarã que será o vencedor das « 6 horas de Paris » sob a bandeira da BENETEAU. Eu lembro da cara dos nossos colegas e amigos construtores da época. Como era possível ganharmos essa regata, visto que éramos especialistas da vela e inexperientes em barcos a motor ?

Não seja por isso, nesta sequência nasce a linha Flyer e os primeiros modelos aparecem no Salão de Paris.

Para a vela, é a grande época das Admiral’s Cup e entre outras com nosso maravilhoso parceiro Corum dirigido por Jean-René Banwart, nós experimentamos os novos cascos, nós selecionamos os melhores arquitetos do mundo. Seguirão o First Evolução, o Lady B, o First Lady, protótipos que nos farão progredir e permitirão oferecer aos nossos clientes o mais alto nível dos barcos de série.

 

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1981-1986

OS ANOS ABUNDANTES

Esta década vai ser determinante. Desde os anos 70 nós investimos na exportação segundo nossas possibilidades implantando uma rede de concessionários e importadores, particularmente nos países europeus. Nos Estados Unidos, nós abrimos uma filial em Anápolis.   Essa presença no terreno permitiu compreender melhor o consumidor americano.

1982 vai ser também o ano de lançamento de uma classe, que respeita as regras dos monotipos: o First Class 8,desenhado por Jean-Marie Finot, será a primeira série de monotipos franceses durante mais de vinte anos, com cerca de 1000 exemplares que competem nas regatas.

Seguirão os First Class 10 e 12 que participarão na época aos famosos “combate dos chefes” em Marselha; combate onde teremos o prazer de ver homens políticos e futuros empresários competirem.

1984. A bolsa de Paris abriu um segundo mercado. Zodiac foi o primeiro a ser introduzido e para o centenário da BENETEAU, nós também vamos nos introduzir na bolsa. Visto o grande número de projetos de investimentos é preciso consolidar nossa estrutura financeira. É um grande momento de nossa história.

Em 1985, além da nova indústria de Challans, tendo obtido um volume de vendas suficiente nos Estados Unidos, nós criaremos nosso primeiro local de produção fora da França. Ele será localizado no centro da costa leste: nós seremos seduzidos pela Carolina e é à duas horas de carro de Charleston, em uma pequena cidade, que nós iremos nos instalar: Marion. Investir industrialmente nos Estados Unidos para os franceses é considerado muito ambicioso, numerosos grupos tiveram que abandonar, mas não podemos recuar face à nossa convicção.

NASCIMENTO DO OCEANIS

A base de reflexão Cruzeiro será o Idylle, desenvolvido com nossos amigos da empresa de aluguel de barcos Moorings. François Chalain vai escolher Philippe Briand e em alguns meses, eles darão nascimento ao Oceanis 350, depois 430. Ganhamos a aposta, o sucesso é imediato.

RENASCIMENTO DO FIRST

Como ressuscitá-lo depois das dificuldades técnicas encontradas um ano antes? Precisamos de ajuda. Pensamos em Starck que eu encontro em Paris. Ele não nos esconde que barcos não são sua especialidade. Ele nos propõe colocar um 35 pés no seu jardim em Montfort-l’Amaury, dizendo que ele aceita passar algumas noites a bordo, e somente após esta experiência ele poderá nos responder...Mesmo sendo inabitual, nós colocamos à sua disposição um First 35, o primeiro barco concebido com duas cabines de popa, fruto da colaboração entre François Chalain e Jean Berret. E ficamos aguardando...O mínimo que podemos dizer é que o seu relatório é surpreendente!

É neste ambiente alegre, afetuoso, mas profissional que vai nascer o First 35S5. Eu poderia escrever muitas piadas, emoções deste período que nos motivou para avançar, o maior momento foi a apresentação ao público durante o Salão Náutico de Paris em 1987. Que choque! Um cliente entre dois o adoravam, o outro detestava. Não faz mal, a série foi um sucesso e Starck, não somente nos fez progredir, bem como toda a profissão, mas ele descobriu um mundo no qual, hoje, ele é o principal desenhista dos maiores iates do planeta!

1989

ANO FIGARO

Sempre com a preocupação de promover a vela, este ano vai ser o ano do primeiro Class Figaro.

A regata do Figaro – antes chamada de Regata da Aurora – tradicionalmente disputada por protótipos, vai passar para o monotipo. BENETEAU não pode estar ausente desta competição da qual nós participamos desde a saída do First, regata que Michel Malinovsky ganhou desde a saída do barco, o que contribuiu para sua notoriedade.

É o projeto apresentado pela BENETEAU e Jean-Marie Finot que ganhará o concurso. Nós teremos assim o privilégio de construir estes monotipos, mas também de participar com o Figaro ao nascimento de um viveiro magnífico de jovens marinheiros, que em seguida evoluirão para a regata de oceano, garantindo assim a notoriedade dos navegadores franceses na vela de competição.

1990

CRIATIVIDADE

Enquanto a primeira crise econômica mundial do setor da navegação de recreio se anuncia, nós continuamos a desenvolver pesquisas criativas no First. Um encontro durante o Salão de Paris com um cliente fiel italiano, vai atrair nossa atenção. Este cliente, grande designer no Pininfarina, nos diz que ele não sonha mais pois nossos barcos são todos iguais. Ele comenta que as formas evoluem, especialmente nos automóveis e acha nossos barcos muito angulares.

Eu tenho que reconhecer que a família Pininfarina foi maravilhosa: Sergio sabe muito bem que nossos meios são modestos em comparação com seus clientes do automobilismo, mas ele vai colocar seus serviços à nossa disposição e juntos, nossas equipes vão criar os convés ergométricos. Eu assisti novamente a esses momentos quase religiosos quando o sr Ramacciotti transformava com pequenos toques de fita adesiva vermelha a matriz do futuro First 45.

O talento dos designers me fascinará sempre. Este barco será vendido em grande quantidade, antes mesmo de ser exposto, e eu confesso ainda hoje ter a mesma emoção quando em um porto, eu tenho o prazer de ver este barco amarrado ao cais: eu não sou certamente objetiva, mas para mim eles não envelheceram nada...

Antes de fechar esta década dos anos 80, eu faço questão de fazer um parêntese sobre a pesca. Na verdade nós não pudemos abandonar nossos clientes pescadores profissionais e progressivamente nós os fizemos passar ao poliéster. Com o objetivo de separar as atividades, nós recuperamos um estaleiro de madeira na Vendée, o estaleiro Gendron de Noirmoutier. Nós encontramos homens de qualidade e a pesca era a verdadeira paixão de nosso irmão mais velho. Ele vai continuar a aumentar o tamanho dos cascos até 22 m, nós continuaremos a frequentar este mundo fraternal e caloroso dos marinheiros, até o dia que tivemos que aceitar que economicamente não era mais razoável…

1991-2001

FICAR UNIDOS NA CRISE PARA SE APOIAR E CRESCER

Em 1991, em um contexto de crise geral, os concorrentes do mundo inteiro se encontram iguais com as mesmas armas. Como gerenciar a crise quando não se têm nenhuma referência? Alguns administram matematicamente mas acabarão por decapitar suas empresas, outros administram humanamente enfrentando críticas e cepticismo.

Nós conseguimos superar as dificuldades pois continuamos unidos: nós tínhamos confiança em nosso pessoal, nós sabíamos que podíamos contar com eles. Estas etapas, por mais peníveis que sejam, permitem o autoquestionamento, a tomada de consciência e a reorganização.

Foi neste período que partiram os que construíram a alma da BENETEAU. Nós perderemos nossa mãe Senhora Bénéteau, eu perderei meu marido Louis-Claude Roux que em alguns segundos me deixará sozinha com nossos dois filhos e a quinquilharia Roux, que ficou com duzentos assalariados desamparados. Depois foi a hora de nosso irmão André nos deixar, seguido do talentoso e fiel François Chalain e de sua esposa. Eu não posso escrever esse testemunho de uma empresa familiar sem fazer a todos uma homenagem afetuosa.

Em 1992, BENETEAU realiza a primeira operação de expansão externa. As diferentes leis de isenção fiscal nos territórios e departamentos de além-mar permitem um incontestável desenvolvimento do turismo nesses territórios e a criação de novos pequenos estaleiros na metrópole. Criou-se assim o estaleiro CNB em Bordeaux.

Em 1994, O’Hara constitue a primeira diversificação. Esta ideia não era minha, ela era visionária. Foi com alguns fiéis da empresa que nós colocaremos em prática a ideia: será O’Hara. Diversificando poderíamos suportar socialmente os choques consecutivos às baixas do mercado do setor do recreio. Inspirado pelo sul dos Estados Unidos, nós vamos criar uma casa pré-fabricada que revolucionará o mundo do camping. Mais tarde, nosso concorrente IRM da Vendrée, se juntará conosco para fabricar até 14000 unidades por ano.

Em 1995, Jeanneau é a segunda expansão externa. A paz reencontrada com nosso concorrente de sempre, será o evento mais marcante de nossa história, e provavelmente o mais marcante da história do setor do recreio francês.

A briga vai ser intensa. Nas administrações parisienses, foi decidido de reestruturar o setor do recreio; nesta reestruturação nosso futuro foi definido...Mas com que direito? Foi no Salão Náutico de Paris, depois das confidências de um fiel amigo, que eu vou tomar consciência, quase um pouco tarde. Então, com todo meu ser, eu vou me revoltar! Eu volto imediatamente para a Vendée, me isolo para pensar melhor, eu ligo para meu fiel advogado: as manobras foram suficientemente grosseiras para que possamos atacar. O tribunal nos dará uma semana extra para dar a proposta. Chega a data da audiência e o Tribunal de La Roche sur Yon nos dará sua preferência. Eu chego exausta em casa, e deste dia eu retenho o sorriso de meus dois filhos, que ficaram sem mãe mais uma vez no natal, e que graças à fiel babá Jocelyne estão me esperando com os olhos felizes e um buquê de rosas.

Este reencontro foi um grande momento. Foi o encontro de duas famílias da Vendée, de duas empresas confrontadas aos mesmos problemas, e que imediatamente, falavam a mesma língua. Duas equipes que se sentiam na véspera melhor que a outra, descobriam que em cada uma havia pontos positivos e negativos. Decidimos então guardar os pontos positivos de cada uma e abandonar os negativos...Juntos, nós viveremos o recomeço do mercado e juntos vamos nos enriquecer de novos homens com experiência.

2003-2014

TRANSMITIR E AGRADECER

2004. Tudo vai bem, nosso desenvolvimento é espetacular, nós construímos novas fábricas, renovamos os instrumentos de fabricação com o escritório de design Béri sob a direção de Yvon Bénéteau. Nós ganhamos partes do mercado mas não somos mais uma pequena empresa familiar. Do meu lado, quarenta anos passaram e minha responsabilidade é de antecipar o futuro.

Isto me leva a começar uma nova etapa, importante, mas difícil: instaurar uma verdadeira administração par o Grupo capaz de garantir sua permanência futura, para além dos homens. É um dever perante nossos assalariados, clientes e fornecedores, mas também acionistas de fora da família que confiam em nó.

BENETEAU Saint Gilles

De uma gerência composta de um Conselho de administração sobretudo familiar e de um Presidente Diretor-Geral ele também, originário, até o presente, da família, nós adotaremos um modo de administração composto por um Conselho de Controle – aberto a personalidades exteriores com experiências em domínios precisos – completado por um diretório operacional.

Eu terminarei declarando meu reconhecimento e o de minha família, a todos os dirigentes que não pude citar, a nossos fiéis e talentosos assalariados, a nossos concessionários do mundo inteiro e seus clientes, todos transformados em amigos.

2004

Air Step — A revolução da estrutura do casco

O início dos anos 2000 foi marcado por uma grande inovação técnica que transformou completamente o desempenho das embarcações a motor: a estrutura de casco Air Step

Desenvolvida a partir de 2003 e lançada em 2004 em linhas como a Flyer, essa tecnologia patenteada utiliza um sistema de degraus e canaletas moldados para captar o ar e direcioná-lo para baixo do casco. A almofada de ar criada dessa forma reduz a área da superfície em contato com a água e otimiza significativamente o desempenho. 

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O Air Step proporcionou um efeito triplo: maior velocidade máxima, economia significativa no consumo de combustível (maior eficiência de combustível) e mais conforto, graças à absorção de impactos em águas agitadas. Agora disponível em várias gerações, essa inovação é uma característica técnica fundamental das linhas de embarcações a motor e com motores de popa da marca, refletindo a busca contínua da BENETEAU por uma navegação mais eficiente e agradável.

2004

O surgimento de uma nova referência — a linha Swift Trawler

O ano de 2004 marcou um momento decisivo na história da navegação de lazer com o lançamento do Swift Trawler 42, o primeiro modelo de uma linha cujo design ousado reinventou o conceito de trawler.

Ele já não é apenas uma embarcação, mas uma filosofia de viagem. Projetados para os entusiastas da navegação de longa distância, ávidos por descobrir novos lugares e conhecer novas pessoas, os Swift Trawler rapidamente se tornaram um sucesso mundial, consolidando-se como a referência global em “passagemakers” modernos.

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Além de suas comprovadas qualidades marinheiras (confiabilidade e eficiência de combustível), o Swift Trawler representa uma escolha de estilo de vida. Sua versatilidade — perfeita para viagens como a The Great Loop, que combina navegação interior e oceânica — cria um forte senso de comunidade. Os proprietários têm orgulho de fazer parte dessa tradição de viajantes, incorporando um estilo de vida que combina aventura e conforto refinado.

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2005

O sucesso incontestável da linha Cyclades

O ano de 2005 marcou o lançamento estratégico da linha Cyclade. Embora tenha alcançado grande sucesso e se tornado uma das opções favoritas entre as empresas internacionais de charter, seu principal objetivo era oferecer um veleiro muito bem projetado, dedicado à simplicidade e ao puro prazer da navegação. Essas qualidades — robustez, ergonomia ideal e conforto sem restrições — também conquistaram muitos proprietários em busca de uma embarcação confiável e fácil de usar em seus cruzeiros.

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A força da linha Cyclade reside em seu design extremamente engenhoso, que combina robustez e máxima funcionalidade. O layout do cockpit foi otimizado para proporcionar simplicidade, com manobras facilitadas pelos guinchos da genoa posicionados próximos ao timoneiro e suportes para instrumentos perfeitamente integrados aos consoles para uma condução fluida. Em termos de conforto, as portas de acesso em teca com aberturas de ventilação (estilo saloon) proporcionam elegância e ventilação, enquanto os práticos porta-copos complementam o posto de comando. O espaço interno também foi maximizado para oferecer várias cabines confortáveis, o que representa uma grande vantagem. Por fim, o design incorpora soluções práticas para a operação e a manutenção, como apoios para os pés removíveis no cockpit para facilitar a limpeza e degraus dobráveis no mastro para garantir segurança e acessibilidade.

Graças a essa combinação perfeita de facilidade de manuseio, amplitude e design de baixa manutenção, a linha Cyclade consolidou-se como um dos pilares da frota mundial de charter, além de se tornar a opção preferida dos velejadores proprietários.

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2006

Uma entrada dinâmica e estratégica no segmento de express cruisers

O ano de 2006 marcou uma virada ousada, com a entrada decisiva da empresa no altamente competitivo mercado de express cruisers e embarcações a motor de alto padrão. Esse movimento estratégico nos permitiu atender às expectativas dos clientes que buscavam desempenho, inovação e um estilo decididamente contemporâneo.

A linha Monte Carlo: um novo padrão em embarcações de cruzeiro

Essa ambição tomou forma com o lançamento de uma linha chamada Monte Carlo, nome que remete imediatamente ao luxo, ao desempenho e à elegância mediterrânea.

Os primeiros modelos - Monte Carlo 47, Monte Carlo 32 e Monte Carlo 37 - abriram caminho para um novo padrão. Eles se caracterizam por um design decididamente esportivo, cascos de alto desempenho capazes de atingir altas velocidades (daí o termo “express”) e layouts internos projetados para oferecer conforto e convivência durante os cruzeiros.

O Gran Turismo: velocidade e sofisticação

Esse impulso continuou com o lançamento da linha Gran Turismo. Inspirada no universo dos automóveis de luxo, ela simboliza a combinação perfeita entre velocidade e conforto em longas distâncias. Esses modelos personificam a própria essência das embarcações esportivas a motor graças à sua característica exclusiva: um teto elétrico ou um hardtop retrátil, que oferecem tanto a proteção de um cupê quanto a emoção de um conversível.

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A nova geração: Monte Carlo Yachts, um símbolo de excelência

O sucesso dessa nova tendência levou a uma expansão rumo a modelos ainda mais luxuosos e sofisticados, especialmente os modelos topo de linha Monte Carlo 4, Monte Carlo 5, Monte Carlo 6 e Monte Carlo 52. Essas embarcações refletem a evolução em direção a modelos de padrão mais elevado e a contribuição da expertise italiana do grupo. Elas oferecem um nível de acabamento e refinamento comparável ao de iates maiores e passaram a ser associadas tanto ao prazer dos cruzeiros quanto ao conforto luxuoso no mar.

Esse movimento bem-sucedido permitiu que a empresa diversificasse sua linha e rapidamente se consolidasse como uma referência no segmento de Express Cruisers.

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2009

A aquisição estratégica do estaleiro de Monfalcone

O ano de 2009 marcou uma virada estratégica na história do Grupo, com a aquisição do estaleiro de Monfalcone, localizado próximo a Trieste, na Itália. Essa importante iniciativa teve como objetivo proporcionar ao Grupo uma capacidade de produção excepcional para sustentar seu crescimento nos mercados de grandes embarcações e iates de luxo.

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Essa nova unidade de produção, uma verdadeira joia tecnológica, é descrita como “de última geração”. Projetada de acordo com os mais recentes padrões do setor, ela oferece instalações e equipamentos de ponta, essenciais para a construção de iates de grande porte e alta complexidade, com um elevado padrão de acabamento. O objetivo era dedicar esse local de excelência, com suas amplas dimensões e instalações sofisticadas, exclusivamente à produção das maiores embarcações e dos modelos mais luxuosos do Grupo Beneteau. Hoje, Monfalcone é o epicentro onde a inovação e a expertise convergem para criar os modelos emblemáticos do universo dos iates, consolidando assim a posição do Grupo no mercado de luxo.

2010

O lançamento revolucionário da linha Sense

O ano de 2010 marcou uma importante ruptura estilística e ergonômica com o lançamento da linha Sense. Essa nova linha de veleiros de cruzeiro foi projetada para redefinir a arte de viver no mar, oferecendo uma experiência que privilegia a convivência e uma conexão próxima com o ambiente marinho.

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O conceito por trás do Sense baseia-se em uma visão arquitetônica totalmente nova: reduzir a borda livre para criar uma transição contínua entre o espaçoso cockpit e o salão. Essa fluidez de circulação e o nível único entre o interior e o exterior criam uma atmosfera excepcionalmente acolhedora, que transforma a embarcação em um espaço de convivência com conceito aberto. O design interior é igualmente impressionante, com um layout exclusivo que maximiza a luz natural e a sensação de amplitude, especialmente em direção às cabines de popa. Dessa forma, o Sense permite que os velejadores vivam verdadeiramente “ao nível da água”, proporcionando uma conexão sensorial inédita com o mar. Projetado para velejadores que preferem cruzeiros de longa distância, relaxamento e convivência, o Sense combina esse conforto excepcional com excelente desempenho à vela, estabelecendo rapidamente um novo padrão no mercado de veleiros de cruzeiro modernos.

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2011

O primeiro encontro Swift Trawler — uma celebração da comunidade

O ano de 2011 marcou um acontecimento importante na história da linha Swift Trawler, destacando não apenas o sucesso comercial do conceito, mas também seu sucesso no âmbito humano: a realização do primeiro Swift Trawler Rendez-Vous.

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Esse encontro inaugural representa o espírito único que inspira os proprietários de Swift Trawler. Mais do que um simples evento, o Rendez-Vous marcou o nascimento oficial de uma comunidade fiel e apaixonada. O sucesso imediato desse evento confirmou o orgulho dos proprietários em pertencer a essa comunidade de viajantes, que se reúne para compartilhar suas experiências de navegação e seus itinerários ambiciosos, inspirados nas grandes viagens marítimas. Projetado para cruzeiros de longa distância, autonomia e aventuras com conforto, o Swift Trawler tornou-se, assim, a expressão de uma verdadeira filosofia de vida. Esse encontro anual rapidamente se tornou um evento emblemático para a marca, reforçando o espírito de camaradagem e o compartilhamento de conhecimentos entre os navegadores, além de fortalecer a reputação do Swift Trawler como referência em viagens marítimas.

2012

BENETEAU — parceira de prestígio nos Jogos Olímpicos de Londres

O ano de 2012 marcou a entrada da marca no mais alto nível do esporte mundial: a BENETEAU foi selecionada como fornecedora técnica oficial das competições de vela durante os Jogos Olímpicos de Londres.

 

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Essa prestigiosa parceria, no âmbito de um evento global, demonstra o reconhecimento internacional da confiabilidade e da qualidade dos modelos de embarcações da empresa. Para oferecer monitoramento e assistência durante as regatas olímpicas, a BENETEAU disponibilizou aos organizadores uma frota considerável de 30 embarcações a motor. Essa frota reunia uma ampla variedade de modelos, incluindo Antares, Swift Trawler, Gran Turismo, Barracuda e Flyer, o que permitiu atender a todas as necessidades, desde o transporte de convidados VIP e da imprensa até as operações de arbitragem e segurança. Essas embarcações desempenharam uma função crucial e exigente, trabalhando em estreita colaboração com os atletas. A seleção para essa missão demonstra a total confiança depositada na precisão e nas qualidades marinheiras das embarcações. Essa participação nos Jogos Olímpicos, assim como o envolvimento da equipe na Vendée Globe naquele mesmo ano, confirmou a expertise da BENETEAU e sua capacidade de atender aos mais exigentes padrões de desempenho e segurança no esporte de alto nível.

2012

A expertise marítima no coração da Vendée Globe

Poucos meses depois de comprovar a confiabilidade de sua frota durante as regatas olímpicas de vela, 2012 prosseguiu com um compromisso forte e simbólico com as regatas oceânicas. A marca foi nomeada fornecedora técnica oficial da mais exigente regata de volta ao mundo em solitário: a Vendée Globe. Essa parceria histórica não é apenas um acordo de patrocínio; ela representa um claro reconhecimento da expertise e da confiabilidade das embarcações BENETEAU nas condições oceânicas mais extremas.

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Em Les Sables-d’Olonne, porto de origem da regata, a frota de embarcações a motor BENETEAU recebeu uma função crucial de segurança e apoio. Os modelos da marca prestaram suporte aos velejadores em momentos decisivos da regata, especialmente durante as largadas e as chegadas da Vendée Globe. Essas embarcações foram posicionadas o mais próximo possível da ação para prestar suporte técnico, garantindo a segurança e a execução tranquila das manobras, por vezes em condições adversas. Esse compromisso colocou a expertise da marca à prova, demonstrando as qualidades marinheiras e a robustez excepcional de suas embarcações. Ao unir forças com o espírito audacioso da Vendée Globe, a BENETEAU reafirma seu orgulho de ser uma protagonista no universo da náutica de lazer e das regatas oceânicas.

2013

A inauguração da unidade de Givrand

2013 foi um ano marcante no âmbito corporativo para a empresa, com a inauguração da nova unidade de Givrand, que se tornou a sede da empresa e o principal local emblemático da marca.

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Esse investimento estratégico confirma as raízes históricas da BENETEAU em sua região de origem, a Vendée, já que a unidade está localizada próxima a Saint-Gilles-Croix-de-Vie, berço tradicional do construtor de embarcações. A nova sede é muito mais do que um simples edifício administrativo. Trata-se de uma infraestrutura moderna e de alto desempenho, projetada para apoiar a inovação. Sua arquitetura contemporânea e luminosa simboliza a modernidade e a abertura da marca. Ela oferece um ambiente de trabalho otimizado para as equipes de Pesquisa e Desenvolvimento, os escritórios de projetos e os departamentos comerciais. A inauguração da unidade de Givrand permitiu concentrar em um único local todas as principais funções de gestão. Ao mesmo tempo que honra com orgulho sua herança, essa centralização coloca o fabricante em posição de conduzir sua estratégia global e enfrentar os futuros desafios do setor a partir de uma base unificada e de alto desempenho.

2014

O lançamento do primeiro Beneteau Yacht Rendez-Vous

O ano de 2014 marcou a concretização definitiva da estratégia da marca de avançar para o segmento de alto padrão com a realização do primeiro BENETEAU Yacht Rendez-Vous. Esse evento foi concebido para ser exclusivo e criado para reunir os proprietários das maiores e mais luxuosas embarcações do fabricante, oferecendo-lhes uma experiência à altura da sofisticação de seus barcos.

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Esse evento não é apenas um desfile náutico; é uma experiência premium completa, organizada em destinos prestigiados do Mediterrâneo, frequentemente associados à elegância e ao luxo. O Rendez-Vous é dedicado especificamente aos proprietários de embarcações de grande porte, que se reúnem para celebrar a verdadeira arte do estilo de vida a bordo de um iate. Ali, a paixão pelo mar se combina com o luxo, o serviço de primeira classe e uma atmosfera acolhedora entre entusiastas. 

Ao criar esse evento anual, a BENETEAU estabeleceu uma comunidade de elite em torno de seus principais modelos de iates. Isso confirma sua posição como uma das grandes protagonistas do segmento de iates de grande porte e seu compromisso de ampliar a experiência do cliente muito além da simples compra de uma embarcação.

2017

Ship Control — A embarcação conectada

O conceito de embarcação conectada foi introduzido pelo fabricante a partir de 2017, com o lançamento da interface Ship Control.

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Apresentada inicialmente no Gran Turismo 50, essa tecnologia rapidamente se tornou padrão nas grandes embarcações de lazer (modelos com mais de 40 pés). Diretamente inspirada nos computadores de bordo dos automóveis e baseada na tecnologia de multiplexação, essa inovação foi projetada para transformar a complexidade dos sistemas a bordo em uma experiência intuitiva.

O Ship Control é um computador de bordo com tela sensível ao toque que centraliza o acesso e o controle das principais funções eletrônicas e de conforto da embarcação: controle da iluminação, do ar-condicionado, do sistema de som, da alimentação elétrica e dos níveis de fluidos. Instalada em modelos emblemáticos das linhas Gran Turismo, Swift Trawler e Oceanis Yacht, bem como em vários modelos de luxo, essa interface aumenta a segurança e simplifica a vida a bordo. Ela marca uma virada decisiva na experiência de navegação digitalizada.

2018

Um ano de inovação e desenvolvimento estratégico

I. A transformação tecnológica: o Figaro 3

O ano foi marcado por um grande avanço tecnológico com o lançamento do Figaro BENETEAU 3. Essa embarcação entrou para a história da náutica de lazer ao se tornar o primeiro monocasco do mundo produzido em série e equipado com foils. Esse desenvolvimento ambicioso, resultado de uma expertise de ponta em regatas oceânicas, confirmou a capacidade inovadora da marca de ampliar o acesso a tecnologias anteriormente reservadas à elite. O Figaro 3 confirmou, assim, a liderança da BENETEAU no segmento de veleiros de regata monotípicos e seu papel central na desafiadora regata Solitaire du Figaro.

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II. Inauguração da base de testes de Port Ginesta 

Para garantir a qualidade e a confiabilidade de seus produtos diante dessas inovações, a marca reforçou sua infraestrutura de testes com a inauguração de sua nova base de testes em Port Ginesta, próximo a Barcelona, na Espanha. A escolha desse local foi estratégica: a estabilidade do clima mediterrâneo oferece condições ideais para submeter protótipos e novos modelos a testes rigorosos e intensivos, longe da imprevisibilidade do Atlântico. Essa base de testes é hoje uma etapa essencial no processo de homologação final dos produtos antes de seu lançamento mundial.

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III. Abertura estratégica: parceria com a Seascape

2018 também marcou o início de nossa parceria com a Seascape. Essa parceria permitiu à BENETEAU abrir-se para novos segmentos de mercado, especialmente o de embarcações pequenas, esportivas e acessíveis, destinadas às gerações mais jovens e a uma nova abordagem à navegação. Por meio de sua parceria com a Seascape, a marca comprovou seu compromisso com a inovação em todos os segmentos do mercado da náutica de lazer, desde pequenos veleiros de cruzeiro até grandes iates.

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2019

A presença industrial nos Estados Unidos — início da produção em Cadillac

O ano de 2019 marcou uma etapa decisiva na estratégia de globalização da BENETEAU, com o início da produção de embarcações a motor nos Estados Unidos. Esse importante compromisso demonstra o desejo da marca de atender mais de perto ao mercado norte-americano, um mercado expressivo e com forte demanda.

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Essa nova unidade de produção industrial foi instalada na histórica unidade de Cadillac, em Michigan. A produção começou com linhas de produtos estratégicas, reconhecidas por seu sucesso internacional e pela forte demanda local: a Antares (por sua versatilidade e seu design voltado para a família) e a Gran Turismo (por seu posicionamento como express cruiser de luxo). A fabricação local desses modelos oferece diversas vantagens estratégicas: reduz significativamente os prazos de entrega, otimiza a logística e, acima de tudo, permite adaptar as embarcações aos padrões e às expectativas específicas dos clientes norte-americanos. Essa implantação industrial reflete o orgulho da marca em levar sua expertise em construção naval para outros mercados, ao mesmo tempo que adota uma abordagem local para fortalecer sua posição como líder de mercado no continente americano.

2022

O First 44 — uma declaração tecnológica e ambiental

O ano de 2022 marcou o lançamento do First 44, um veleiro que representa o futuro dos cruzeiros de alto desempenho ao incorporar grandes inovações, com um design centrado no equilíbrio entre alta performance e responsabilidade ambiental. Esse modelo ambicioso serviu como vitrine para os avanços tecnológicos do Grupo.

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A inovação mais notável está no casco do First 44, fabricado com resina Elium (Arkema). Essa revolucionária resina termoplástica não apenas permite uma construção mais leve e resistente, essencial para o desempenho no mar, mas, acima de tudo, representa um passo crucial rumo à reciclagem integral dos materiais compostos. Esse compromisso tecnológico confirma a liderança da marca no desenvolvimento de soluções sustentáveis. Dando continuidade a essa abordagem, o First 44 também se destacou pela integração de um sistema de propulsão elétrica. Essa escolha representa um forte sinal de nosso compromisso com uma navegação sem emissões de carbono e silenciosa, que respeita ainda mais o ambiente marinho. Por fim, essa atenção aos detalhes estende-se aos materiais do convés, com a utilização do iroko, uma espécie de madeira durável e resistente, escolhida por suas qualidades ambientais e por sua resistência como alternativa à teca. O First 44 consolidou-se, assim, como uma referência, demonstrando a capacidade do fabricante de combinar alto desempenho com as futuras exigências ambientais.

2024

Comemorações dos 140 anos: a grande história de legado e inovação

2024 marcou um ano histórico para a empresa, que celebrou seu 140º aniversário (a marca foi fundada em 1884). Esse marco representou uma oportunidade para celebrar um século e meio de inovação e, acima de tudo, reafirmar a visão e a paixão que inspirariam o Grupo nas décadas seguintes.

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Esses 140 anos de existência são um testemunho de longevidade e resiliência excepcionais, profundamente enraizadas na expertise da região da Vendée. A celebração, que prestou homenagem aos fundadores e a milhares de colaboradores, serviu como ponto de partida para destacar as futuras prioridades estratégicas: inovação sustentável, digitalização da experiência do cliente e exploração de novas tecnologias de propulsão e construção. Ao celebrar seu rico patrimônio marítimo, a BENETEAU confirmou seu compromisso de continuar construindo a história da náutica de lazer, combinando tradição, desempenho e responsabilidade ambiental para as futuras gerações de navegadores.

O espírito desse aniversário manifestou-se por meio de iniciativas que destacaram os valores fundamentais da empresa. Como parte das comemorações, a marca lançou a série “True Stories” — uma coleção de retratos inspiradores e depoimentos autênticos de colaboradores, arquitetos e parceiros. Essas histórias ressaltaram a paixão e a transmissão de conhecimentos, especialmente por meio de podcasts como “Odyssée”. Esse compromisso com o futuro concretizou-se em iniciativas como a realização da “Grande Boucle Européenne” a bordo de um Oceanis 37.1 elétrico, para demonstrar a viabilidade de uma navegação sem emissões de carbono; a abertura dos estaleiros ao público durante as Jornadas do Patrimônio; e a reafirmação da meta de reduzir as emissões de CO₂ em 30% até 2030. Todos esses eventos enfatizaram a determinação da marca em conciliar seu prestigiado legado com as exigências ambientais e de inovação do século XXI.